Por diversos motivos, não vinha escrevendo. E, por tantos outros, decidi voltar a escrever. Por que agora? Não sei... Aliás, o tempo e as palavras parecem ser coisas com as quais eu não me dou muito bem. Parece que “o que falar?” e “quando falar?” só não ganham do velho “por que falar?”.
Tá... Por que querer saber o que, se quando, não falo? E, por que querer saber quando, se na hora nunca tenho o que falar? Complicado? É, também acho...
E piora! Pode acreditar!
Quando se percebe que o problema com as palavras está exatamente naquilo que o faz pensar nelas. O olhar encantador, o sorriso atordoante, o toque desconcertante. Inspiradores, não? Tente enfrentá-los. Sóbrio, de preferência.
“Palavras mais palavras, malditas, desgraçadas... outra vez jogadas contra o vento...”
E o tempo? Maldito tempo que me persegue... Que faz as mãos suarem, os dedos entrelaçarem e os pés batucarem o chão cada vez mais rápido e mais forte. Tudo de novo? É... Talvez. Fazia tempo até! As mesmas músicas... as longas noites de insônia e escrita... a mesma boca seca... a mesma vontade de fazer alguma coisa, qualquer coisa! Mas, agora! Tempo... maldito tempo que me persegue....
“Ah, se eu fosse poeta, saberia como me defender... Mas, eu sou só mais um garoto imbecil a se repetir...”
