terça-feira, 6 de maio de 2008

Road to nowhere?

São 4h da manhã... As palavras (pra variar) continuam voando de um lado pro outro, desconexas...
É realmente impossível sentir falta de algo que nunca se teve? De situações pelas quais nunca passamos? Até que ponto é só imaginação ou saudade de verdade?
Estranho estar pensando nisso agora. Ou não. Explico:
O vazio, aquele novamente, de olhar para os lados e me sentir sozinho. Como nos velhos tempos, mas não mais pelo mesmo motivo. E é aqui o problema. Algumas coisas já não querem ser ditas; outras tantas já não precisam ser feitas. Não pela mesma causa. E isso é assustador.
Tá! Há muito tempo outro caminho precisava ser traçado, mas sempre achei que teria controle sobre meus passos. Continuo igual. E tudo continua sem sentido.
Sentido. Esse é o problema agora. Fazer por quê? Pra quê? Não, não falta um pra quem. Isto está resolvido. E ponto final. Mas, é imaginação. E uma imaginação que superou o real. O real que por tanto tempo se manteve vivo apenas no imaginário. Que ia e voltava quando e como queria. Não é mais assim. E, se tudo tem mesmo um lado bom, talvez aí esteja ele.


"Finally found myself! Fighting for a chance I know now,
THIS IS WHO I REALLY AM!"

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Para não ser entendido...

Segunda-feira, mais uma vez, me falaram para ressuscitar meu blog. “Ia te linkar no meu blog, mas seu último post é sobre a Flip”. É... Faz tempo!
Por diversos motivos, não vinha escrevendo. E, por tantos outros, decidi voltar a escrever. Por que agora? Não sei... Aliás, o tempo e as palavras parecem ser coisas com as quais eu não me dou muito bem. Parece que “o que falar?” e “quando falar?” só não ganham do velho “por que falar?”.
Tá... Por que querer saber o que, se quando, não falo? E, por que querer saber quando, se na hora nunca tenho o que falar? Complicado? É, também acho...
E piora! Pode acreditar!
Quando se percebe que o problema com as palavras está exatamente naquilo que o faz pensar nelas. O olhar encantador, o sorriso atordoante, o toque desconcertante. Inspiradores, não? Tente enfrentá-los. Sóbrio, de preferência.

“Palavras mais palavras, malditas, desgraçadas... outra vez jogadas contra o vento...”

E o tempo? Maldito tempo que me persegue... Que faz as mãos suarem, os dedos entrelaçarem e os pés batucarem o chão cada vez mais rápido e mais forte. Tudo de novo? É... Talvez. Fazia tempo até! As mesmas músicas... as longas noites de insônia e escrita... a mesma boca seca... a mesma vontade de fazer alguma coisa, qualquer coisa! Mas, agora! Tempo... maldito tempo que me persegue....

“Ah, se eu fosse poeta, saberia como me defender... Mas, eu sou só mais um garoto imbecil a se repetir...”